quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Tecnologia Saudável

Assim que cheguei da longa viagem de 2011 para 2050 o cansaço era grande, mas a curiosidade era maior ainda. Os lugares aqui em São Paulo eram irreconhecíveis, locais por onde passava diariamente já não eram os mesmos.

Minha vontade era sair correndo, queria ver tudo ao mesmo tempo, falar com todas as pessoas. Mas meu objetivo era saber como andava o Sistema Público de Saúde que em 2011 estava em pleno caos. O primeiro lugar que fui visitar foi o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, fiquei admirada, nem parecia estar em um hospital público brasileiro.

No corredor havia muitos cadeirantes, mas com um pequeno detalhe: as cadeiras não tinham rodas, simplesmente flutuavam sem qualquer ruído eles transitavam por mim. Esta foi uma saída para a acessibilidade, que mesmo ao passar de tantos anos não foi resolvido.

Sentei na sala de espera, onde haviam poucas pessoas. Do meu lado havia uma garotinha aparentemente saudável, então comecei a conversar com sua mãe.Até que chega um enfermeiro e com facilidade retira o braço da garotinha,levei um susto,o braço era perfeito e sem qualquer sinal de ser um braço mecânico,haviam pêlos e até um pequeno hematoma.Segui em frente.

A Secretaria do Hospital me permitiu visitar o leito de Flávia,uma senhora com AIDS há 30 anos.De início resisti,pois a imagem que eu tinha de pessoas com AIDS não era a mais agradável,mas foi uma boa surpresa.Ao entrar no quarto encontrei uma senhora saudável e de boa aparência,na janela havia uma beija-flor.

Começamos a conversar sobre o tratamento.Logo perguntei sobre a quantidade de remédios que era necessário,até que o beija-flor respondeu por ela.O pássaro entrou e delicadamente bicou o braço dela.Fiquei olhando e sem entender,ela me explica que ele era seu coquetel e apenas uma vez ao dia recebia aquela bicada,sem qualquer preocupação ou efeito colateral.

Voltei pra casa com muita vontade de compartilhar esta experiência principalmente com as pessoas que passam por esse problema.Só espero que minha viagem no tempo ajude a estimular o progresso na área da Saúde.

Renascimento cibernético: o fim da fantasia cruel (Lucas da Costa Torres)

Renascimento cibernético: o fim da fantasia cruel

Com a finalidade de informar à sociedade atual (2011) como estará a Terra em 2050, fiz uma viagem rápida ao meio do século 21. Admito que inicialmente encontrei-me apreensivo quanto a isto. Tenho dezenove anos e a alienação da sociedade atual, banhada em tecnologia, agilidade e superficialidade deixa-me assustado com o devir. Todas as perspectivas que eu ouvia sobre o futuro da sociedade interconectada e “evoluída” (sempre me pergunto o sentido disto) levavam-me a crer que o individualismo e a hipocrisia das redes sociais se projetariam na realidade. Porém, houve luz. Não a luz artificial que constitui o mundo das imagens e informações hoje. Em 2028, o africano Frederico Ouattara iniciara uma revolução ideológica em sua aldeia, com exilados portadores de HIV. Indivíduos ao redor do mundo acordaram de um sono profundo. A fantasia da cibercultura fora posta em questão.

Escrevo bem mais tranqüilo agora que estou de volta (nesta realidade digital nada humana), pois poderei me aposentar em paz. Também posso pensar em ter filhos, sem preocupar-me com a pornografia latente atual, já que em 2050, Nietzsche não tem vez. Nada de prazeres desenfreados, hedonismo eloqüente ou violência mental contínua. Alguns iluminados (bem humanos) sentiram a podridão da sociedade tecnológica de seus ancestrais. Os discípulos de Frederico Ouattara conseguiram influenciar a humanidade para o desapego da “perfeição digital”.

Quando estive em 2050, deparei-me com seres tão lúcidos que me sentia assombrado (sou fruto do início do século 21, lembre-se). Era tudo tão diferente daqueles filmes de ficção científica da minha época. As pessoas andavam nas ruas e conversavam – observe – com interlocutores físicos. Sim, olhos nos olhos. Nada de holografia (para o espanto de contemporâneos meus, que utilizam qualquer tecnologia para expressar suas idéias obtusas, mas nunca olharam nos olhos de seu interlocutor. Assustador?).

Para rechear este relato, fui a um hospital para tirar uma dúvida: haveria médicos atendendo aos doentes fisicamente? Ao entrar no ambiente, observei o equipamento na mesa da recepcionista. Aliás, a mesa era seu equipamento. Uma tela touchscreen onde dados como horários disponíveis, médicos de plantão, data e outras coisas se encontravam. A senhora tinha um sorriso encantador. “Você não é um robô, certo?”, perguntei. Ela riu e atendeu ao meu pedido de apresentar-me as dependências do hospital. A tecnologia estava lá, por toda a parte. Mas os seres que a dominavam eram mais conscientes de si.

Um senhor de jaleco rosa me aguardava na porta da sala 777. Em 2050 os médicos poderão escolher se usarão ou não o avental. Todas as cores serão permitidas para os que optarem pela peça. Muito simpático, o jovem me apresentou a tecnologia que utiliza. “Adaptamos-nos a este novo mundo. Enxergamos seu potencial e extraímos a tempo o que é bom. Não sei como meu avô conseguia administrar seu trabalho sem todas as facilidades atuais. Hoje, a prioridade é ouvir os pacientes. O contato humano ganhou novas proporções. A máquina faz a parte técnica, desde a organização do horário a possíveis diagnósticos. Minha função é mediar este contato do paciente com a máquina.” A verdade é: desde que cheguei, tenho saudade do futuro.

Lucas da Costa Torres

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

A Publicidade em 2050

Faz tempo que não escrevo, não é? Desculpem caros leitores, mas nos últimos anos, especialmente neste, minha vida anda um tanto quanto atarefada. As crianças cresceram, e assim, as dívidas também! Ter três empregos não é mole, mas ainda bem, graças à tecnologia conquistada posso resolver tudo sem sair de casa. E é exatamente sobre isso que vim falar.
Anos atrás, quando ainda estava nos tempos de colégio, a maioria das propagandas era focada no som e na imagem. Porém, desde 2021, o cenário mudou. Precisou-se inovar e eis que surgiu a publicidade multisensorial, porque quanto mais agrupados estão os cincos sentidos, maior o resultado. E graças a esse conceito foram desenvolvidas, então, as televisões perceptíveis ao cheiro. E me lembro que uma das primeiras campanhas veiculadas com esse gênero foi a da Sadia. Durante toda a propaganda era possível sentir o cheiro da lasanha. E era tão real que posso (humm) senti-lo até hoje!
Fugi um pouco do foco do post, aliás, não fugi, só adiantei um pouco do futuro de vocês daqui a 10 anos. Onde eu queria chegar é na compra que fiz antes de começar escrever. Pasmem! Não fui ao shopping e nem comprei pela internet. Comprei pela televisão mesmo. Não, não estou falando daqueles canais tipo Polishop, de comerciais intermináveis e repetitivos que vocês conhecem.
Passava um comercial do Boticário, pausei e selecionei a opção para sentir uma nova fragrância de perfume que estava sendo lançado. Adorei! Lembrei que tinha o aniversário da Paulinha à noite. E além de comprar o meu perfume comprei um batom para ela. Selecionei os produtos e escolhi como pagar. A TV já estava com meus dados todos sincronizados, até mesmo o endereço e a conta para o débito. Bastou acionar o play e lá estava eu novamente assistindo o noticiário local. Uma hora depois, tocava o interfone, eram minhas compras chegando, junto com um futuro que nos permite esse tipo de facilidade sem botar o pé na rua.

Perfume nas mãos, de repente me bateu uma curiosidade. Como era a vendedora que embalou meu produto? Era alta, baixa, loira morena? Seria ela simpática a ponto de me fazer comprar mais algumas coisinhas? Ou não era mulher, era um daqueles vendedores gatos, meio desajeitados diante de uma garota, mas cheio de boa vontade? Compras virtuais são compras virtuais e ponto, nada de troca de energia e afeto. Tudo rápido, prático e objetivo. Um exercício bem solitário eu diria. Que me perdoe a nossa amada e idolatrada tecnologia, mas sinto falta disso!

05 de Outubro de 2050.
São Paulo, Brasil.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Se hoje o Japão é evoluido tecnologicamente, imagine em 2050...

Chegando aqui em Tókio me surpreendi extremamente, pois quando ainda em 2011 visitei este país tive a estranha sensação de já estar no mínimo uns 15 anos à frente do Brasil, em vários seguimentos, mas principalmente em tecnologia.

Confesso que a principio demorei a distinguir quem era humano de quem era robô, não sei se apenas pelo fato dos japoneses serem todos muito semelhantes fisionomicamente, ou se pela tecnologia já ter se tornado o centro da vida de todo cidadão nipônico. O fato é que os andróides já se misturavam aos humanos, tanto nas ruas quanto no mercado de trabalho.

Quando acordei em um hotel e fui tomar meu café da manhã me deparei com um gadget avançado para os padrões da época em que vivi. Por conta da escassez de recursos ambientais o jornal impresso foi totalmente extinto e agora as pessoas que tinham o hábito de ler enquanto tomam seu café da manhã podem acompanhar as notícias de todo o mundo em tempo real através da própria mesa, que vem com um touch screen embutido para cada assento.

Depois do café interativo eu resolvi dar uma volta pelo centro da capital japonesa. Esperava encontrar um trânsito caótico tendo em vista o de São Paulo, porém fiquei muito surpreso ao me deparar com o contrário.

Os veículos eram, em sua maioria, individuais, compactos e movidos à energia elétrica. Não possuíam rodas, o que além de diminuir a manutenção das estradas, possibilitava a circulação por cima,ou por baixo de outro veículo. O que me impressionava, pois nunca tinha visto uma “pilha” de veículos ou algo parecido.

Voltando ao quarto do hotel me deparei com uma série de novas tecnologias, dentre elas uma Wv (Wall Vision) com Black Ray integrado. Fiquei admirado com a perfeição e qualidade da tecnologia 3D, que agora dispensa o uso de óculos.

Esta foi apenas uma pequena parte de toda a tecnologia que pude conhecer, se fosse contar tudo teria que escrever um livro.A outra parte da história você terá de viver até 2050 para conhecer.

Viagem Gasosa (Nicole Utzig Mattjie)

Dia desses quando coloquei uma moedinha na máquina de refrigerante, aquela bendita lata não queria sair. Comecei a dar uns chutes pra ver se funcionava, começou a sair uma luz meio furta-cor, não sei bem... Erámos só eu e a máquina no corredor vazio da universidade e em um milésimo de segundo minha cabeça doía enquanto meu corpo não parava de girar, eu estava numa espécie de túnel. Me senti girar durante horas quando de repente como se tivesse caído um tombo estava sentada em um banco em algum trem muito estranho ao lado de um senhor que aparentava ter uns oitenta e poucos anos.

Ele estava com umas roupas estranhas, aliás todos no trem estavam, roupas da mesma cor, do mesmo modela... O senhor intrigado começou a puxar assunto.

Lhe perguntei onde estávamos e que ano era, ele disse que estávamos no Rio de Janeiro e estávamos no ano de 2050. Fiquei rindo durante uns cinco minutos enquanto o trem parava em vários lugares e pessoas saiam e entravam.

Perguntei ao velho como o Rio de Janeiro havia ficado tão diferente, lhe disse que era de 2011, ao que ele me olhou estranho imaginando que eu fosse louca...

O homem disse ter cento de trinta e nove anos, eu dei uma risada e finge acreditar claro. Então ele começou a contar sobre todas as mudanças que ocorreram.

Me contou que o mundo era um completo caos até 2020. O trânsito era insustentável, o consumo de carne havia agravado a crise de alimentos, pois não havia alimento para todos, a água estava acabando, o consumismo desenfreado estava gerando lixo excessivo que não tinha para onde ir, tínhamos 40 espécies de animais em todo o mundo que diminuíam a cada dia, entre tantos outros incontáveis problemas.

Então em 2037 todos os países do mundo concordaram que essa loucura tinha que parar, organizaram o I Congresso Mundial Ambiental em Copenhague e todos assinaram leis para mudar todas as antigas regras do planeta e unifica-lo.

As coisas começaram a mudar... A alimentação passou a ser gratuita e de livro acesso, desde que as pessoas se comprometessem com seu cultivo, o dinheiro foi extinto, um novo sistema de implantação de chip no corpo funciona como uma espécie de cartão de crédito, que serve apenas para compra de roupas que agora são feitas de material vegetal. As pessoas tiverem que deixar de usar carros, somente caminhões com combustíveis renováveis são permitidos para transporte de cargas, as pessoas andam de bicicleta para evitar poluição e manter-se saudáveis. Os cientistas descobriram que era dispensável usar objetos para obter acesso a internet, tirar fotografias, ouvir música, conversar e etc., agora qualquer um tem acesso no meio da rua, na praia, no campo, em qualquer lugar, graças aos chips internos, que tem dados de identidade de cada indivíduo, características genéticas, sua conta bancária e dados do ciberespace.

O homem interrompeu o assunto e disse que aquela era sua parada, então levantou-se para descer do ônibus, nesse exato momento, abri meus olhos e estava no corredor da universidade com uma lata de refrigerante na mão.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Medidas contra a poluição atmosférica apresentada na Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano

Acontece nessa semana de junho, em Viena, na Áustria, a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano, instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU), representantes de 196 países e 250 órgãos não-governamentais, iram discutir vários assuntos relacionados ao meio ambiente e principalmente, debater as questões entorno da poluição atmosférica e apresentar propostas para amenizar a situação.


Uma dessas propostas é a implantação de árvores eletrônicas, que tem a função de purificar o ar CO2 liberado por agentes poluentes existentes nas indústrias e no sistema operacional de veículos. Na terça-feira (13), projeto foi apresentado pelo cientista japonês Dr. Yagami Raito, que começou seus estudos a fim de criar projetos que amenizem o impacto ambiental que o desenvolvimento massivo das grandes cidades e uso de materiais cada vez mais poluentes, têm causado na natureza.


As árvores serão implantadas em lugares estratégicos nas cidades, elas são farão o mesmo processo de uma árvore natural, porém serão mais resistentes e coletaram com mais ativismo o CO2 liberado no ar. Dr. Raito, é professor do institudo Chiba Institute of Technolog, em Tokio, possui uma equipe de cinco humanos e cinco robôs modelo Scientia Nata 2043, os processos que envolvem a invenção estão sendo estudados a 10 anos.


Essa questão a muito vêm sendo discutida, desde o começo do século XXI, entre ambientalistas e indústrias que são as maiores responsáveis por liberar um alto grau de gazes poluentes no ar. Nos últimos anos muitas medidas, como os purificadores de ar nas casas e as mascaras O2, foram sendo tomadas a fim de melhorar o estilo de vida da população, porém ainda não foram totalmente eficientes.


O uso de purificadores de ar nas casas e ambientes públicos garantiram uma queda nos números de casos graves de doenças respiratórias, mas ainda assim, não solucionou o problema, as alergias ainda são muito freqüentes, conforme o Dr. Arthur Sullivan, diretor e clinico geral do Hospital Arbert Einstein. Quando no ínicio dos anos 40, não era mais possível sair nas ruas das grandes metrópoles, sem as mascaras do O2 foi difícil adaptação, “as pessoas se sentem desconfortáveis tendo que usá-las”, comenta Dr. Sullivan.


Os participantes da conferência se mostram otimistas quanto aos resultados que experiência garantirá. O Dr. Yagami Raito, afirma que o problema não será em todo solucionado e que as máscaras de O2 ainda terão que ser usadas, mas que os resultados obtidos no processo de experimentação em alguns pontos na cidade de Tokio.

Esqueça o teclado

O co-fundador do Google Sergey Brin produziu uma lente de contato que funciona como telas de computador, reconhecendo seus movimentos e sinais vitais, se adequa a qualquer pessoa, tem ótima durabilidade e preço acessível. As pessoas agora possuem uma vida online, onde tudo permanece conectado e os gadgets sincronizados. Não é preciso como antigamente a geração y fazia tudo em um clique, hoje em 2050 é um pisque. Não se tem a demora de clicar, esperar abrir e carregar.

Enquanto se toma café da manhã, você pensa e o dispositivo converte sinais eletrônicos em constante mudança exibe projetada na lente de contato e visível para o utente, como uma legenda de filme. Podendo ler as últimas notícias sem precisar de controle para mudar de canal, clicar para escolher o site. Basta olhar e a informação é gerada.

A lente auxilia na tecnologia que já está em todos os eletrônicos da casa. Por exemplo: com a lente basta olhar pra geladeira e produz à lista de compras, olha pra agenda e vê a programação pro dia, através da janela fornece os dados do horário e o clima em tempo real. Em nossas casas pode ajustar o clima baseado em nossa temperatura corporal que ela capta. O dispositivo embutido nos permite mergulhar num mar de dados não apenas visual, mas também os sons gerados por computador e sensações.

Se a conexão sem fio para, digamos, um smartphone com software de reconhecimento de voz, uma pessoa com deficiência auditiva pode usar, com o uso de lentes, poderão ver as palavras de um orador traduzida em legendas.

"Um super avanço, pois a lente possui a capacidade de tradução em todas as línguas, de acordo com a que programares", conta a oftamologista Gabriela Henk.

Obviamente, o nosso corpo gera energia térmica de calor, produzindo vibrações quando a energia que move-cinética. A geração da energia é suficiente pro que o dispositivo necessita.

"Pensa que a maioria das pessoas em sistema de filtro que vêem", diz ele. "Enquanto caminham na mata, talvez queiram ver os nomes sobrepostos das espécies."